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Pr. Ricardo e D. PerolaO diretor e fundador da Editora FIEL, Pr. James Richard Denham Jr, e sua esposa, Pearl Armen Denham, ou, como são carinhosamente conhecidos no Brasil, Pr. Ricardo e D. Pérola, têm servido fielmente ao Senhor no Brasil, desde que aqui chegaram, em 1952. Os pais do Pr. Ricardo também foram missionários e, em certa ocasião, conheceram a região do Rio Amazonas, durante uma viagem pela América Latina. O relato dessa viagem acabou por influenciar o chamado missionário do Pr. Ricardo, que na época concluía o seu mestrado na Universidade do Oregon, estado onde pastoreou uma Igreja Batista Conservadora.

Durante 12 anos, o casal serviu como missionários no Amazonas, primeiro em Manicoré e mais tarde em Manaus, onde fundaram a Livraria Lar Cristão em 1960. Quatro anos depois, eles mudaram-se para São Paulo, onde continuaram o ministério com literatura. A livraria em Manaus foi adquirida por Pr. Bill Barkley, que mais tarde mudou-se para São Paulo e, em 1977, fundou a Editora PES (Publicações Evangélicas Selecionadas).

Em São Paulo, a livraria fundada por Pr. Ricardo tornou-se uma editora, lançando a revista O Leitor Cristão, no terceiro trimestre de 1966. No ano seguinte (em agosto de 1967), com o selo da Editora Leitor Cristão, foi publicado o primeiro livro, de Norman Lewis, O Ide É Com Você!, sobre evangelização e missões. O trabalho da editora começou a crescer e, ainda em 1967, ela passou a usar o nome de Editora FIEL.

Em 1973 o casal se mudou para Atibaia. Os trabalhos da editora continuaram, e a 1ª Conferência da Editora Fiel para Pastores e Líderes foi realizada em 1985, naquela cidade, ocasião em que estiveram presentes cerca de 80 pastores e líderes. No ano seguinte, a família Denham mudou-se para São José dos Campos, fixando nessa cidade a sede da Editora Fiel. Também em São José dos Campos, Pr. Ricardo e D. Pérola implantaram a Igreja Batista da Graça, com a ajuda do missionário inglês Jack Walkey, do Pr. Sillas Campos e suas respectivas esposas.

Este ano, pela graça de Deus, realizaremos a 24ª Conferência Fiel para Pastores e Líderes. O tema não poderia ser mais pertinente, “Edificando a Igreja de Deus”. Mas este ano, infelizmente, será o primeiro ano em que o Pr. Ricardo e a D. Pérola não estarão presentes na conferência que iniciaram em 1985. O Pr. Ricardo e a D. Pérola, ambos com 81 anos de idade, estão nos Estados Unidos em tratamento de saúde e não poderão retornar a tempo de participarem da conferência. Pedimos aos amados irmãos que se unam a nós em orações em favor do casal Denham. É desejo deles voltar ao Brasil tão logo se sintam fortalecidos. Seus corações e mentes estão a serviço do Senhor e, por essa razão, eles desejam se restabelecer para, em breve, se for essa a vontade de Deus, poderem se unir ao restante da equipe da Fiel, para continuarem seu serviço em prol do reino, em favor da igreja no Brasil e para a glória de Cristo.

Aqueles que quiserem enviar alguma palavra ao casal podem escrever para prricardo@editorafiel.com.br ou postar um comentário nesse post, que será encaminhado prontamente ao casal.

A Arte Expositiva de João Calvino

Quem contribui com o blog hoje é o Julio César, membro da Igreja Batista da Graça e gerente de vendas da Editora Fiel. Leitor voraz, ele oferece uma resenha de um de nossos últimos lançamentos, A Arte Expositiva de João Calvino.

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Arte Expositiva de João Calvino Escrito por Steven J. Lawson, A Arte Expositiva de João Calvino é um livro essencial para os dias de hoje. Um livro pequeno, com uma linguagem bastante clara e simples, mas de grande relevância para o ministério dos pregadores contemporâneos.

O que você sabe sobre João Calvino? Aqueles minimamente familiarizados com a história do cristianismo sabem que ele foi um dos grandes reformadores da igreja, um dos maiores comentaristas da Bíblia, sendo considerado por muitos como o mais importante teólogo da história. Mas, e quanto ao seu ministério pastoral? Steven Lawson nos apresenta, em 144 páginas, trinta e quatro características da pregação de João Calvino, dentre elas algumas talvez desconhecidas por muitos pregadores e até mesmo por grandes admiradores do grande reformador.

Passando rapidamente por um resumo de sua vida e formação, o autor nos fornece vários detalhes sobre seu estilo e sua formidável capacidade como pregador. Como Lawson demonstra, Calvino era, acima de tudo, um pastor e pregador da Palavra de Deus. Ele sempre teve como objetivo transmitir a idéia central do texto bíblico, compromissado com o real significado das Escrituras, que o impulsionava a pregar com tanta dedicação e entusiasmo.

O autor nos mostra como trinta e quatro características estavam sempre presentes nas pregações de Calvino. Pode-se perceber como os vários aspectos da personalidade e da brilhante mente de Calvino são evidenciados em seus sermões. Como exemplo, podemos citar sua capacidade de pregar sem esboço, utilizando-se de seu profundo conhecimento e memorização dos textos bíblicos, além de uma mente zelosa e um coração devotado.

Poucos livros conseguem ser tão agradáveis e cativantes como este. Além de ser uma obra das mais ricas, ainda se mostra como um excelente manual de homilética. Ousaria dizer que este livro pode tornar-se uma referência para muitos pastores na preparação de sermões. Muitos poderão beneficiar-se desta jóia, inclusive moldar seu estilo de pregação ao de Calvino.

Numa época em que a pregação expositiva e fiel das Escrituras é negligenciada e, até mesmo evitada, A Arte Expositiva de João Calvino é o livro a ser lido. Que esta obra seja usada por Deus na vida de um grande número de pastores para que o interesse em aprender o significado do texto bíblico e não se perca.

Steven J. Lawson é pastor da Christ Fellowship Baptist Church em Mobile, Alabama. É membro do conselho de diretores do Master’s College and Seminary. Também é professor do Expositor’s Institute, junto com John MacArthur. Escreveu treze livros, incluindo Foundations of Grace, Made in Your Image e Famine in the Land: A Passionate Call for Expository Preaching. Ele e sua esposa Anne têm quatro filhos: Andrew, James, Grace Anne e John.

Edificando a Igreja de Deus

Nos próximos 6 a 10 de outubro, em Águas de Lindóia, no interior paulista, acontecerá a 24ª Conferência Fiel para Pastores e Líderes, no Monte Real Resort.

O tema desse ano é Edificando a Igreja de Deus, com base em Atos 20.28. Os preletores serão Joel Beeke, Phil Newton, Stuart Olyott, Sam Waldron, João Nunes, Jonathan Leeman e Matt Schmucker. Outras informações sobre os preletores e temas específicos podem ser encontrados aqui: Além das pregações nos períodos da manhã e da noite, à tarde ocorrerão workshops sobre revitalização de igrejas, dirigidos pelos irmãos ligados ao ministério 9Marcas.

Marilene Paschoal, coordenadora logística da conferência, informa que até o presente momento temos 1007 adultos inscritos. Destes, 587 são homens e 420 são mulheres. Das 420 mulheres, 5 são missionárias e 171 esposas de pastores. E dos 587 homens, 376 são pastores, 33 seminaristas, 22 missionários e 7 evangelistas. Além dos adultos, estão inscritos 121 crianças e 25 adolescentes. E, incluindo os preletores, temos ainda 75 pessoas que servirão na equipe de apoio, a maioria constituída de voluntários. Resumindo, até sexta-feira passada, dia 5 de setembro, o número de inscritos nessa conferência chegou ao total de 1228 pessoas.

Como ocorre tradicionalmente, teremos caravanas de Vila Velha (ES), Campos dos Goytacazes (RJ), Itabuna (BA), Salvador (BA), Aracaju (SE), Belo Horizonte (MG), Tupã (SP), Manaus (AM) e Maringá (PR), além de mini-caravanas e participantes que virão de praticamente todos os estados do Brasil pelas mais variadas formas de transporte.

Os hotéis utilizados na conferência são: Monte Real, que é onde ocorre a conferência, Recanto Bela Vista, Glória, Majestic, Panorama e Fredy. Se você tem interesse em se inscrever para participar da conferência, ainda temos vagas nos hotéis Majestic, Panorama e Fredy. Você pode fazer a sua inscrição através do nosso site. Clique aqui para obter mais informações ou pelo telefone (12) 3936-2529.

Aproveitamos ainda para informar aos amados irmãos que já estamos nos preparando para a 25ª Conferência Fiel, agendada para os dias 5 a 9 de outubro de 2009. Convidamos alguns preletores cujo testemunho de vida piedosa e ministérios de pregação, docência e literatura evidenciam seu compromisso com o Senhor da Palavra e com a causa do Reino. Já confirmaram presença conosco os seguintes preletores: Mark Dever (Igreja Batista Capitol Hill); D. A. Carson (Trinity Evangelical Divinity School);Gilson Santos (Igreja Batista da Graça em São José dos Campos, SP) e Adauto Lourenço (Igreja Presbiteriana de Limeira, SP); estamos em contato com alguns outros preletores que ainda confirmarão sua presença para a conferência de 2009.

Estamos muito contentes com o grande número de inscrições e contamos com as intercessões dos irmãos, unindo-se a nós em oração, para que a conferência seja um tempo de edificação, descanso, conforto e estímulo para todos os que ali estiverem. Como escreveu o apóstolo: “E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que ele nos ouve quanto ao que lhe pedimos, estamos certos de que obtemos os pedidos que lhe temos feito” (1Jo 5.14-15).

Viagem para a África

Rick Denham III é o filho mais velho de Pr. Ricardo Denham, fundador da Editora Fiel. Ele e sua esposa Kimberlie têm dedicado seu tempo e talentos para cooperar com Pr. Ricardo no serviço ministerial da Editora Fiel.

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IX Conferência Fiel em Moçambique

Rick Denham III

No sábado, 19 de julho, nos dirigimos de carro para o aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, para embarcar numa longa viagem, rumo à Nampula, Moçambique, onde ocorre a conferência anual da Editora Fiel para pastores. Esta foi a nona conferência que a editora realizou naquele país. Nessa ocasião, viajei em companhia de um dos preletores, o pastor Gilson Santos, da Igreja Batista da Graça, em São José dos Campos, e de Kevin Millard, missionário americano que supervisiona o Projeto Biblioteca do Pastor, da Editora Fiel.

Edvânio, responsável pela área de editoração da Fiel, nos levou de carro para o aeroporto. E justamente quando chegamos ao terminal de partidas internacionais em Guarulhos o carro subitamente quebrou. Edvânio precisou ficar com o carro, esperando o reboque, e nós corremos para o check in. Eu podia ver claramente a bondade do Senhor em permitir-nos chegar ao aeroporto – afinal, o carro poderia ter tido problemas em qualquer outro ponto da estrada! Depois de algumas horas de atraso, decolamos rumo à África do Sul, onde pegaríamos uma conexão para Moçambique. Nove horas depois, estávamos em solo sul-africano. Infelizmente, perdemos nossa conexão para Moçambique, mas conseguimos embarcar no próximo vôo para aquele país, bem tarde da noite.

Rick Chegando ao aeroporto de Maputo, na capital de Moçambique, saímos ansiosamente pelas escadas do avião e caminhamos alguns metros para a área de desembarque. A noite estava bem fria, já que essa é a época do inverno, no hemisfério sul. O aeroporto de Maputo é bem simples, rudimentar até. Todos nós esperávamos, a essa altura, saber o que tinha acontecido com nossa bagagem. Não foi surpresa quando a última das malas saiu de uma antiquada esteira de bagagens – e nossas malas não estavam lá. Eu perguntei para uma mulher nas proximidades sobre onde poderíamos reclamar nossas malas, que não apareceram. Ela apontou-nos uma direção, e murmurou algo em português, mas num sotaque tão carregado que não entendi nada. Ao sairmos da alfândega sem a nossa bagagem, ficamos contentes ao encontrar Karl Peterson, um dos dois missionários responsáveis pela conferência Fiel em Nampula, e que mora na África do Sul. Pastor Gilson e Kevin foram para o hotel, descansar um pouco, e eu e Peterson fomos procurar nossas malas. Felizmente, descobrimos que as malas chegaram num vôo anterior, e terminaram retidas na alfândega. O único problema foi que, nesse momento, os serviços daquela repartição estavam fechados. Como o nosso vôo para Nampula estava marcado para o dia seguinte de madrugada, era necessário resolver o problema o mais rápido possível. Depois de esperar várias horas no aeroporto, finalmente encontramos o responsável pela alfândega, que havia abandonado seu posto. Ao chegar à alfândega, o agente foi repreendido por seu superior, por ter abandonado a alfândega. Ele rapidamente liberou toda nossa bagagem, sem nem mesmo cobrar os impostos sobre toda a literatura que estávamos trazendo – e não era pouca coisa: as malas pareciam transbordar de livros! O homem queria, inclusive, uma carta nossa dizendo que fomos bem tratados, com medo de perder o emprego! Mais uma vez, foi espantoso ver o Senhor usar todas estas circunstâncias para revelar seu cuidado providencial sobre nós. Ficamos muito agradecidos por isso.

Após um pequeno descanso, estávamos de volta no aeroporto de Maputo, para realizar o check in, para apanhar um vôo de duas horas para Nampula, ao norte do país. Karl nos avisou que precisávamos embalar toda a nossa bagagem, para evitar sermos furtados. Por isso, quando chegamos a Nampula, ficamos chocados ao descobrir que o laptop de Karl havia sido furtado e sua mala havia sido cortada, para ser aberta. Eu tinha guardado minha câmera fotográfica em minha mala, um procedimento para evitar o excesso de peso, mas felizmente ela passou despercebida pelos ladrões. Apesar desse momento tenso e frustrante, mais uma vez ficou clara a bondosa mão do Senhor e sua proteção sobre todos nós!

Ao chegar a Nampula, ficamos muito contentes ao encontrarmos em um velho caminhão militar o Dr. Charles Woodrow, um médico e missionário batista que atua em Moçambique desde 1990. Parecia uma cena saída diretamente de um filme de Indiana Jones ou As Minas do Rei Salomão! Nós escalamos a traseira do velho caminhão inglês, camuflado para uso no deserto, e nos sentamos em bancos de madeira sem encosto, juntamente com vários dos filhos de Woodrow e outros colegas de trabalho. Na medida em que nos movíamos pela cidade, claramente se percebia que não havia ocorrido nenhum investimento ali ou nas estradas, desde que os portugueses saíram do país, depois da revolução comunista ocorrida ali no fim da década de 70. Havia pessoas por toda parte, mas a impressão é que essas pessoas não vão a lugar nenhum. Muitas delas estão desempregadas, e ficam apenas sentadas ou de pé ao longo da estrada. Olhar um monte de ocidentais sendo transportadas neste grande caminhão deve ter sido um espetáculo para eles. Especialmente porque todos os filhos do Dr. Woodrow são loiros de olhos azuis.

À medida que entramos por uma área cercada de grades, fomos capazes de ver os alicerces do futuro hospital que o Dr. Woodrow está construindo. E a sra. Julie Woodrow nos ofereceu uma gostosa limonada gelada, com um enorme sorriso! Depois de arrumarmos nossas coisas nos quartos em que dormiríamos, que as crianças graciosamente cederam, dei uma volta no pátio onde elas estavam brincando. O que chamou minha atenção foi o uso de dois velhos containeres, desses usados em navios de carga, utilizados para estocar os alimentos. Eles também me disseram que durante seus primeiros anos em Nampula, quando eles eram os únicos missionários na região, todos os sete membros da família Woodrow moravam nesses dois pequenos containeres metálicos. E eu que pensei que havia tido uma vida dura, vivendo numa casa com três cômodos, quando era criança!

O sol estava se pondo. Para mim, essa é a hora mais bonita do dia, na África. Mas também foi justamente quando senti que os mosquitos me atacaram como se eu fosse o prato principal do jantar. Perguntei para a família Woodrow se algum deles já havia tido malária alguma vez, e, para minha surpresa, todos eles tomavam remédio contra malária pelo menos uma vez por semana. Eu não estava prevenido dessa forma, portanto, corri para casa para tomar um banho com meu repelente contra mosquitos! Eu fiquei mais aliviado quando eles me disseram que no inverno o perigo da malária não é tão crítico quanto nas outras estações do ano!

SILDepois de um magnífico jantar de boas-vindas, corremos todos para a cama, para nos preparar para os longos dias na conferência. O local escolhido para a conferência é um lugar chamado Sociedade Internacional de Lingüística (SIL), um centro de idiomas. É ligada à Wycliff Bible Translators (WBT), que tem abrigado bem o evento. Ao chegar lá, na manhã seguinte, recebi a tarefa de tirar as fotos dos pastores adotados pelo Projeto Biblioteca do Pastor, assim como fotografar todos os participantes e detalhes da conferência. Foi uma ótima oportunidade para poder conversar pessoalmente com cada pessoa ali, e transmitir a eles nossos cumprimentos em nome da editora Fiel.

Embora eu tenha fotografado a chegada dos pastores, Kevin Millard e Karl Peterson se reuniram pessoalmente com os pastores que chegavam, fazendo a matrícula deles. Dr. Woodrow cuida da logística e de todos os detalhes que fazem a conferência acontecer. É como se ele conduzisse habilidosamente um pequeno e abarrotado navio; ele cuida de tudo, desde as refeições até os caminhões e outros veículos que levam as pessoas para casa, à noite, após as mensagens. Pr. Gilson pregou uma série de mensagens em Efésios 1-3, rico em ensino doutrinal e com aplicações muito práticas, Pr. Ronald Kalafungwaenquanto o Pr. Ronald Kalafungwa, pastor batista em Zâmbia, falou sobre o viver cristão, baseado em Efésios 4-6. Ambos os pregadores foram muito bem recebidos e o Senhor os usou, para suprir as muitas necessidades espirituais dos pastores e esposas presentes ali. Fomos muito encorajados ao ver e ouvir suas reações à pregação da Palavra. Também é interessante notar que mais de 30% dos participantes ficaram mais uma semana ali, para um curso adicional, que é realizado para poder ajudar a preparar os pastores de forma mais interativa e pessoal. Pr. Gilson ensinou pregação expositiva para cerca de 40 alunos. Já o Dr. Woodrow, que ano passado teve de cancelar seu curso por falta de interesse, teve uma turma de 30 alunos estudando teologia sistemática. O relato sobre a experiência de viagem de Pr. Gilson pode ser lido aqui. http://www.gilsonsantos.com.br/htm/post-130.htm

LivrariaA livraria é sempre um ponto alto da conferência, sendo o único local para se comprar livros cristãos na cidade de Nampula. Quando a conferência não está ocorrendo, uma pequena livraria é mantida no pequeno centro comercial da cidade, sendo um lugar onde as pessoas podem entrar e ler bons livros, bem como comprá-los a preços subsidiados. Fomos muito encorajados, ao ver que cerca de 780 livros foram vendidos na conferência. Junto com isso, fomos capazes de oferecer aos pastores o livreto de John Piper, “Para sua alegria”, e um pequeno manual de teologia sistemática.

É emocionante ver o Senhor abençoando o trabalho naquele país, e ver os frutos das sementes plantadas na vida das pessoas ali. Desde o fim da guerra civil, tem havido pouco investimento em Moçambique, que é um dos países mais pobres do planeta. Eles não podem ser esquecidos. Temos de orar por estes homens e mulheres, com seus bonitos sorrisos e roupas coloridas, que carregam suas cruzes diariamente e continuar pregando e ensinando a eles, que estão em terras tão distantes. Tendo estado lá, entre eles, e vendo sua forma de amar nosso Senhor e adorá-lo, somos desafiados a fazer todo o possível para auxiliá-los e supri-los, com a mensagem transformadora do Evangelho.

Em meu vôo de volta para Johannesburg, tive o privilégio de sentar ao lado de um homem muito bem vestido, que me disse que era um diplomata, a caminho da Espanha, para representar Moçambique. Eu reparei que em sua mão havia um livro sobre o Islã, que alguém lhe tinha dado. Eu pude lhe oferecer o livreto “Para sua alegria”, e falar de Cristo com ele. No vôo anterior, eu também encontrei um casal de mórmons americanos, do Arizona, aposentados, e que gastam suas vidas em trabalhos religiosos para essa seita. Isto nos desafia a orarmos pelo trabalho evangélico nestes vários países, mas também fazer tudo o que pudermos, e, se possível, ir e partilhar com o resto do mundo o que Cristo é e o que ele fez por nós na cruz.

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Algumas fotos da viagem e da conferência podem ser baixadas aqui: http://rapidshare.com/files/142678713/fotos_mo_ambique.zip

O chamado para o ministério da Palavra

Nas Escrituras, do começo ao fim, Deus é o Senhor que chama. Ele chama graciosamente pecadores ao arrependimento e à fé em Cristo. Por obra e graça do Espírito Santo, aqueles que anteriormente estavam mortos em seus pecados, que eram escravos do mundo, da carne e do diabo, são chamados e regenerados para viver uma nova vida em Cristo, chamados para provarem o poder da vida vindoura, já nesta vida, chamados a descansarem na esperança da glória eterna.

Deus também chama estes pecadores regenerados e justificados para participar da renovação da criação. Neste sentido, cada cristão tem um chamado especial para desempenhar na preparação para a renovação da criação. Este chamado também é conhecido nas Escrituras como o sacerdócio real dos cristãos. Todos os chamados em Cristo são chamados para desempenhar sua vocação como vocação sacerdotal. Neste sentido, então, todo chamado é um sacerdócio santo. A mãe, o pai, o filho, o engenheiro, o arquiteto, o motorista, o professor, o mestre de obras, o médico, o marceneiro, o músico, sendo cristãos, são chamados para viver para a glória de Deus, como sacerdócio santo.

A partir do conceito do sacerdócio de todos os cristãos, aprendemos que o Novo Testamento repudia totalmente qualquer tipo de clericalismo. Justamente porque todos os cristãos são sacerdotes. Não existe fundamento bíblico para a idéia de que alguns cristãos são sacerdotes e outros não. Todos os cristãos são sacerdotes, mas com diferentes funções. Neste sentido, Deus, graciosamente, chama alguns membros desta santa companhia sacerdotal para fazer aquilo que nem os anjos fazem: pregar o evangelho, as boas novas da livre graça de Deus, que justifica pecadores por causa da obra de Cristo na cruz. E estes, chamados para pregar, ensinar e cuidar do povo de Deus são sacerdotes tanto quanto todos os demais cristãos o são, mas, paradoxalmente, foram chamados para desempenhar a mais importante tarefa que existe: expor fielmente as Escrituras, edificar a igreja, preparando os cristãos para viver bem e apontando para estes os novos céus e nova terra.

Esse chamado é uma obra interna de Deus, que chama os servos da Palavra. E embora seja interno, o chamado para o ministério inevitavelmente virá acompanhado por um testemunho externo. Ou seja, aqueles chamados para a pregação da Palavra demonstrarão dons e aptidões para o exercício do ministério. Eles são equipados pelo Espírito para pastorear, evangelizar, pregar e ensinar – e frutos visíveis serão evidenciados por conta desse chamado interno. E será confirmado diante da igreja este chamado interno, por conta dos frutos externos da obra da graça que já aconteceu interiormente. Por isto, a necessidade de se testar aqueles que afirmam serem chamados: estes devem evidenciar ter dons ministeriais – pregando, evangelizando, confortando – antes mesmo de serem indicados para uma escola teológica. Até porque não é uma escola teológica que forma pastores. São pastores que formarão outros pastores, e esses servirão à igreja de Cristo.

E ainda que pastores sejam formados por outros pastores, o ensino teológico não pode ser desprezado. Escolas teológicas são importantes. Aqueles que foram chamados desejarão se aprimorar para desempenharem sua vocação, e buscarão preparo nessas escolas – enquanto são mentoreados por seus pastores. Neste sentido, uma escola teológica deve ser o berçário dos futuros pastores. E um bom critério para julgar a qualidade dessa escola é buscar respostas para algumas perguntas primordiais: Essa escola oferece uma boa formação teológica? Os alunos são firmados na fé ortodoxa? A piedade é desenvolvida e nutrida? São preparados para a titânica luta por corações e mentes que será travada por toda sua carreira ministerial? Reafirmando: são pastores que formarão outros pastores; será caminhando com pastores mais experientes que os futuros pastores aprenderão a pregar, ensinar, visitar, aconselhar e fazer bem tudo o mais que o chamado pastoral exige. Mais do que isto: serão pastores, servindo como modelos, que atrairão outros pastores para o ministério. Foi isto que William Perkins (1558-1602) ensinou em seu clássico The Art of Prophesying: “Se os ministros são poucos em número, então faça tudo o que puder para aumentar esse número. Quanto mais ministros, menor o fardo posto sobre cada ministro individualmente. Assim, que cada ministro em seu ensino e em sua conversação trabalhe de tal modo que honre o seu chamado, a fim de que outros possam ser atraídos a partilhar de seu amor pelo ministério”.

Jonathan Edwards escreveu:

  Jonathan Edwards

Deus, ao buscar Sua glória, busca também o bem de suas criaturas porque a emanação de Sua glória… pressupõe a felicidade de Suas criaturas. E, em comunicar-lhes Sua inteireza Ele o faz para si mesmo, porque o bem de suas criaturas, o qual Ele busca, está na sua estreita união e comunhão com Deus. Deus é o bem de suas criaturas. A excelência e a felicidade de suas criaturas não são nada mais que a emanação e a expressão da glória de Deus. Deus, ao buscar a  glória e a felicidade de suas criaturas, busca a Si mesmo, e, ao buscar a si mesmo, isto é, a si mesmo irradia-se … Ele busca a glória e a felicidade de suas criaturas.

Assim, pois, é fácil conceber-se como Deus pode buscar o bem da criatura… a sua felicidade, a começar por uma suprema consideração por Si mesmo, pois a felicidade da criatura procede de… exercitar uma suprema apreciação por Deus… em contemplar a glória de Deus, em estimá-la, em amá-la e em regozijar-se nela.

O respeito de Deus pelo bem da criatura e o seu respeito para consigo mesmo não é um respeito dividido; mas ambos formam uma unidade, pois a felicidade da criatura, que Deus visa, é a felicidade de sua união com Deus.

Em seu livro God’s Passion for His Glory: Living the Vision of Jonathan Edwards(com o texto completo de The End for Which God Created the World) (Wheaton, Ill.: Crossway Books, 1998), John Piper oferece quinze implicações das verdades citadas acima.

1. A paixão de Deus por sua própria glória e sua paixão por minha alegria, não se contradizem.

2. Deus está comprometido com minha crescente alegria em si mesmo, assim como está comprometido com sua própria glória.

3. O amor de Deus pelos pecadores, não é o de ter pensamentos elevados dos mesmos, mas de, graciosamente, os libertar e fortalecer para que se alegrem e o exaltarem.

4. Toda verdadeira virtude entre os seres humanos deve trazer os indivíduos a se regozijarem na glória de Deus.

5. Segue-se, ainda, que o pecado é a troca suicida da glória de Deus pelas cisternas rotas das coisas criadas.

6. O céu será um perpétuo e crescente descobrimento da glória de Deus, com um regozijo cada vez maior em Deus.

7. O Inferno é terrivelmente real, consciente, horrível e eterno – a experiência em que Deus justifica o valor de sua glória, em ira santa derramada sobre aqueles que não se deleitaram naquilo que é infinitamente glorioso.

8. Evangelização é a demonstração da beleza de Cristo e de sua obra salvífica, com um profundo sentimento de amor que trabalha a fim de ajudar as pessoas a encontrarem sua plena satisfação em Deus.

9. De igual maneira, a pregação cristã, como parte do culto corporativo da Igreja, é uma exultação expositiva sobre as glórias de Deus em seu mundo, com o propósito de atrair o povo de Deus dos prazeres fugazes do pecado, para o caminho sacrifical de obediência a Deus.

10. A essência da autêntica adoração corporativa é a experiência coletiva de sincera satisfação na glória de Deus, ou o temor por reconhecer que não possuímos, mas que profundamente almejamos a dita satisfação.

11. Missões mundiais é a declaração das glórias de Deus entre os povos ainda não alcançados, com vistas à reunião de adoradores que exaltem a Deus através da alegria manifesta, de vidas radicalmente obedientes.

12. Oração é clamar a Deus por ajuda, de maneira a demonstrar claramente que ele tem gloriosamente todos os recursos, e que nós somos, humilde e alegremente, necessitados de sua graça.

13. A tarefa a que o crente é incumbido em seu conhecimento acadêmico é a de estudar toda a realidade como manifestações da glória de Deus, falar sobre elas com exatidão, e, nestas coisas, saborear a beleza de Deus.

14. A maneira de glorificar Deus na morte é por encará-la como ganho.

15. “É um dever cristão, como você sabe, que cada pessoa seja feliz o quanto puder.” (C. S. Lewis)

Tradução: Roberto Freire
Fonte: www.desiringgod.org

A Paciência Sobrenatural de Warfield


Warfield

É preciso um poder sobrenatural para ser paciente. Essa é a razão porque Paulo parece exagerar no modo como ora por nossa paciência:

  Sendo fortalecidos com todo o poder, segundo a força da sua glória, em toda a perseverança e paciência; com alegria (Cl 1.11).

Mas esse glorioso poder torna-se parte de nossa atitude através das promessas nas quais cremos. Como Romanos 8.28.

  Benjamin B. Warfiel foi um renomado e mundialmente conhecido teólogo que ensinou no Seminário de Princeton por quase 34 anos, até sua morte em 16 de fevereiro de 1921. Muitos conhecem seus famosos livros, como A Inspiração e Autoridade da Bíblia. Mas o que muitas pessoas não sabem é que, em 1876, com a idade de 25 anos, ele casou-se com Annie Kinkead e viajaram para a Alemanha, em lua-de-mel. Durante uma violenta tempestade Annie foi atingida por um raio e ficou permanentemente paralisada. Após cuidar dela por 39 anos, Warfield sepultou-a em 1915. Em função das grandes necessidades de sua esposa, ele raramente se ausentava de casa por mais de 2 horas, durante todos os anos de seu casamento (Great Leaders of the Christian Church, p. 344.).

Bem, esse é, realmente, um sonho desfeito. Eu me recordo de dizer a minha esposa, na semana anterior a nosso casamento: “Se nós sofrermos um acidente de carro em nossa lua-de-mel, e você ficar desfigurada ou paralisada, eu manterei meus votos ‘na alegria ou na tristeza’”. Mas para Warfield isso realmente aconteceu. Sua esposa nunca foi curada.
Diferentemente de José, que sofreu, mas veio a ser primeiro-ministro do Egito, não houve ascensão ao poder do Egito, no final da história de Warfield. Apenas a extraordinária paciência e fidelidade de um homem a uma mulher, por 39 anos, numa situação que nunca havia sido planejada – pelo menos não pelos homens.

Mas quando Warfield expôs seus pensamentos sobre Rm 8.28, ele disse:

  A idéia fundamental é o governo universal de Deus. Tudo que acontece a você está debaixo de Suas mãos. A idéia secundária é o favor de Deus para com os que O amam. Se Ele governa tudo, então nada exceto o bem pode sobrevir àqueles a quem Ele faz o bem… Ainda que sejamos fracos demais para nos ajudar, e cegos demais para pedir o que necessitamos, e possamos apenas gemer em anseios deformados, Ele mesmo é o autor de tais anseios em nós… e Ele dirigirá todas as coisas a fim de que recebamos somente o bem, de tudo que nos acontece (Faith and Life, p. 204).

Tradução: Rosangela de Oliveira e Maurício Silva Andrade
Fonte: www.desiringgod.org

At the end of the day

At the end of the day*

A palavra grega areté pode ser traduzida como “virtude” e, mais propriamente, “excelência”, sendo atualmente traduzida com o significado superlativo de “o máximo do que se pode ser”, tornar-se aquilo que somos chamados a ser. Como Werner Jaeger diz, “originalmente a palavra designava um valor objetivo naquele que qualificava, uma força que lhe era própria, que constituía a sua perfeição”, em suma, o ideal máximo da educação helênica. Assim é chamada a premiação oferecida pela Associação de Editores Cristãos (ASEC) há 18 anos para os livros evangélicos que se destacam no seu ano de lançamento, publicados no Brasil.

No princípio, criou Deus…

Adauto e Sueli

Escrito pelo físico Adauto Lourenço, Como Tudo Começou foi lançado pela Editora Fiel em outubro do ano passado, na Conferência Fiel para Pastores e Líderes, que é promovida pela editora há 24 anos, em Águas de Lindóia, SP. No único dia em que esteve à venda, naquela ocasião, cerca de 500 exemplares foram vendidos quase que imediatamente. E agora, Como Tudo Começou ganhou os prêmios nas duas categorias em que concorreu: Apologética e Projeto gráfico. Adauto é membro da Igreja Presbiteriana de Limeira, em São Paulo. Como Tudo Começou Ele é preletor freqüente nas conferências da Fiel no Brasil e em Portugal; proferiu suas palestras também em Moçambique e Angola e atua como preletor em conferências sobre evolucionismo, design inteligente, clonagem e outros assuntos relacionados, em igrejas, escolas e universidades de todo país. Justamente por estar realizando palestras, Adauto não pôde comparecer ao evento de premiação, sendo representado por sua esposa Sueli Lourenço e, em nome da editora, por Tiago Santos, o gerente e editor da Editora Fiel, que receberam a premiação pela categoria Apologética.
Edvânio Silva
Edvânio Silva, responsável pela área de editoração, diagramação e arte-final, recebeu, em nome da editora, o prêmio pelo Projeto gráfico.

Todo aquele que me confessar diante dos homens…

Na mesma cerimônia, o livro que escrevi em co-autoria com Alan Myatt, Teologia Sistemática: Uma análise histórica, bíblica e apologética, lançado por Edições Vida Nova, foi premiado em duas categorias, Teologia e Autor de obra nacional.

Difícil resumir em poucas palavras um trabalho de quase dez anos. Essa obra começou como uma apostila, preparada por Alan, para uso dos seus alunos de teologia sistemática, no Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, no Rio de Janeiro, e foi usada de 1996 a 1999. Após esse período, a apostila foi revisada e expandida por mim, quando substituí o Alan nessa disciplina. Depois, continuamos a fazer constantes revisões, cada um contribuindo com matérias relevantes nos vários tópicos. Alan assumiu a responsabilidade pelas seções relacionadas com as seitas e religiões, as exposições bíblicas do Antigo Testamento e do Novo Testamento e a parte apologética. Eu assumi as seções histórica, sistemática e pastoral. Só que esse livro não é apenas a união de dois trabalhos independentes, mas uma colaboração total. O surpreendente é que em todo o tempo em que o livro estava sendo preparado, tanto eu como Alan estivemos envolvidos com aulas, pregação, pastoreio e outras pesquisas.

Franklin e Alan

Mas, acima de qualquer reconhecimento que a Teologia Sistemática receba, o motivo de maior alegria para mim e para Alan é ver a aceitação dessa obra, especialmente entre pastores e membros das igrejas, encontrando seu caminho como ferramenta para a pregação, ensino e edificação da comunidade cristã.

Alegria completa

Foi uma noite alegre para todos os que estiveram ali. Note o tempo verbal. Pretérito perfeito. Brevidade. Fugacidade. Rapidamente a alegria se mistura com outras emoções: prosaicas, nobres ou não tão dignas. Muitas vezes pecaminosas. Precisamos lembrar que as alegrias que experimentamos desse lado da existência são transitórias. A partir de uma compreensão cristã da vida, aprendemos que essas alegrias são concedidas pela graça livre de Deus. Mas ainda assim, passageiras. Isso quando não acompanhada por tristeza, dor ou iniqüidade. Essa é nossa sina enquanto passamos por esse vale da sombra da morte. Nunca recebemos inteira alegria. Mas sendo concedidas por Deus, mesmo essas alegrias têm um propósito: levar-nos a ansiar pela completa alegria (Jo 16.24), que será concedida na gloriosa vinda de Cristo, quando Deus será tudo em todos e veremos a glória de Deus na face de Cristo (2Co 4.6). Quando bem entendidas, essas alegrias efêmeras nos levam a ansiar por aquela alegria que permanecerá por toda a eternidade, no grande banquete do Cordeiro, quando seremos totalmente saciados, e Cristo será nossa alegria completa.


* At the end of the day, literalmente “ao fim do dia”, também significa “finalmente”. Geralmente empregada no idioma inglês para enfatizar aquilo que se acredita ser o mais importante fato de uma situação.

Paixão pela glória de Deus

O Catecismo de Genebra afirma que “Deus nos criou e nos colocou na terra para ser glorificado em nós. E, certamente, é correto que dediquemos nossa vida à sua glória, já que ele é o princípio dela”. O Breve Catecismo de Westminster ensina que “o fim principal do homem é glorificar a Deus, e gozá-lo para sempre”. O anseio pela glória de Deus é um dos temas centrais da tradição evangélica e um importante motivador da piedade cristã. Em fevereiro desse ano tive o privilégio de proferir a aula inaugural em dois seminários teológicos em São Paulo. No dia 11, falei no Seminário Batista do Nordeste Paulista (SEBANOP), em Ribeirão Preto. E no dia 18, no Seminário Teológico Servo de Cristo, na capital. O tema das duas aulas foi o mesmo, a paixão pela glória de Deus. Para sua edificação, compartilho a palestra que proferi naquelas ocasiões.

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Paixão pela glória de Deus

 

Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó portais eternos, para que entre o Rei da Glória. Quem é o Rei da Glória? O SENHOR, forte e poderoso, o SENHOR, poderoso nas batalhas. Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó portais eternos, para que entre o Rei da Glória. Quem é esse Rei da Glória? O SENHOR dos Exércitos, ele é o Rei da Glória. (Salmo 24.1-30)

Não a nós, SENHOR, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da tua misericórdia e da tua fidelidade. Por que diriam as nações: Onde está o Deus deles? No céu está o nosso Deus e tudo faz como lhe agrada. (Salmo 115.1-3)

Correndo o risco de soar clichê, a igreja está em crise. Não apenas no que diz respeito à sua forma externa. Esta crise é evidente também na vida interna da igreja. Muito se debate hoje sobre o culto, mas, tomando muito cuidado, não parece que nossos cultos perderam muito de seu significado? Não só os cultos, aparentemente, se esvaíram de significado. Nossas vidas também estão vazias de significado; vidas medíocres, vidas pobres, simplesmente levadas pelas circunstâncias. Mas, por que isto está acontecendo? Provavelmente porque o vocábulo “Deus” se tornou uma palavra sem conteúdo para nossa geração. E, por conseguinte, buscamos o culto somente como o lugar onde nossas “energias” serão reabastecidas. Mas o culto é para a glória de Deus, que deve ser a paixão maior do cristão.

1. Precisamos pensar sobre o Deus que se revela nas Escrituras. Por meio da Bíblia aprendemos que Ele é o Deus trino, que se revela como Pai, Filho e Espírito Santo. Ele é cheio de graça, majestade, santidade e soberania. Ele é o Senhor criador de todas as coisas, o todo-poderoso, que sustenta e governa toda a criação. O Pai perdoa pecadores por meio do sacrifício de seu único Filho na cruz para ajuntar a igreja dos quatro cantos da terra. E Ele envia Seu Espírito para confortar e santificar a igreja.

E o Deus que se revela nas Escrituras faz com que toda a criação o glorifique. O que significa a glória de Deus? John Piper define a glória assim: “Na Bíblia, o termo ‘glória de Deus’ geralmente se refere ao esplendor visível ou à beleza moral da perfeição multiforme de Deus. É uma tentativa de expressar com palavras o que não pode ser contido por palavras – como Deus é em sua magnificência e excelência revelada”. De forma bem simples, a glória de Deus refere-se à majestade e brilho que acompanham a revelação da palavra e do poder de Deus. Em outras palavras, a glória de Deus refere-se à suprema beleza do Deus triuno.

Mas – por que Deus busca glória? Porque somente Ele é Deus. Se Ele buscasse a glória fora de si mesmo, então existiria uma outra divindade no universo, digno de louvor. Só existe um único Deus, o Senhor, o Eu Sou, que se revela nas Escrituras. E, porque somente o Senhor é Deus, Ele é digno de toda a glória. Por outro lado, quando a igreja glorifica a Deus, a igreja imita a Trindade. Pois as santas pessoas da Trindade vivem para a glória da unidade divina.

 

Tendo Jesus falado estas coisas, levantou os olhos ao céu e disse: Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho, para que o Filho te glorifique a ti, assim como lhe conferiste autoridade sobre toda a carne, a fim de que ele conceda a vida eterna a todos os que lhe deste. E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste. Eu te glorifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste para fazer; e, agora, glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que eu tive junto de ti, antes que houvesse mundo. (…) Ora, todas as minhas coisas são tuas, e as tuas coisas são minhas; e, neles, eu sou glorificado. (…) Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos; eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim. Pai, a minha vontade é que onde eu estou, estejam também comigo os que me deste, para que vejam a minha glória que me conferiste, porque me amaste antes da fundação do mundo. (João 17.1-5, 10, 22-24)

O Espírito Santo busca a glória do Filho, o Filho busca a glória do Pai e o Pai tem prazer em glorificar o Filho e o Espírito na igreja e no mundo. Então, porque Deus é Deus, Ele é o único digno de toda a glória.

E Deus, de fato, faz com que todas as coisas redundem em glória para ele. A criação é obra para Sua glória. A Escritura diz que Deus viu que tudo era muito bom. Ou, numa outra tradução, que tudo era muito belo. Bondade e beleza, presentes na criação sem pecado, refletiam e demonstravam a glória de Deus na criação. E, para nosso escândalo, a queda ocorre para a glória de Deus – a queda é a ocasião em que a vinda do Filho é prometida, quando Deus mesmo diz: “Porei inimizade entre você e a mulher, entre a sua descendência e o descendente dela; este lhe ferirá a cabeça,e você lhe ferirá o calcanhar” (Gn 3.15). A humanidade que se espalhou pela terra e o dilúvio ocorreram para glória de Deus. E o Senhor Deus bagunça as pretensões idolátricas e religiosas na Torre de Babel para sua glória. E Deus entra em aliança com Abraão, Isaque e Jacó para sua glória. E ele se mantém fiel à aliança – mesmo em meio ao pecado e miséria – para Sua glória. O povo da aliança é sustentado durante a escravidão no Egito durante 400 anos – para Sua glória. Com braço forte, com sinais e prodígios, o povo é retirado do Egito – para Sua glória. O povo chega à terra da promessa, depois de 40 anos de peregrinação, onde a paciência de Deus é revelada – para Sua glória. O povo padece debaixo do pecado e em meio às invasões de outras nações durante quase 400 anos – para Sua glória. Reis são levantados – para sua glória. Reis caem – para Sua glória. O reino é dividido – para Sua glória. A nação de Israel é levada cativa – para Sua glória. Judá é conquistada – para sua glória. Jerusalém é destruída – para Sua glória. O povo é levado para o cativeiro – para Sua glória. Para que se saiba que:

 

Eu sou o Senhor, e não há nenhum outro; além de mim não há Deus. (…) Eu sou o Senhor, e não há nenhum outro. Eu formo a luz e crio as trevas, promovo a paz e causo a desgraça; eu, o Senhor, faço todas essas coisas. (…) Fui eu que fiz a terra e nela criei a humanidade. Minhas próprias mãos estenderam os céus; eu dispus o seu exército de estrelas. (…) Verdadeiramente tu és um Deus que se esconde, ó Deus e Salvador de Israel. Todos os que fazem ídolos serão envergonhados e constrangidos; juntos cairão em constrangimento. Mas Israel será salvo pelo Senhor com uma salvação eterna; vocês jamais serão envergonhados ou constrangidos, por toda a eternidade. Pois assim diz o Senhor, que criou os céus, ele é Deus; que moldou a terra e a fez, ele fundou-a; não a criou para estar vazia, mas a formou para ser habitada; ele diz: ‘Eu sou o Senhor, e não há nenhum outro’. (…) Por mim mesmo eu jurei, a minha boca pronunciou com toda a integridade uma palavra que não será revogada: Diante de mim todo joelho se dobrará; junto a mim toda língua jurará. Dirão a meu respeito: ‘Somente no Senhor estão a justiça e a força’. Todos os que o odeiam virão a ele e serão envergonhados. Mas no Senhor todos os descendentes de Israel serão considerados justos e exultarão. (Is 45.4-7, 12, 15-38; 23-25)

O povo passou 70 anos no exílio – para Sua glória. E o povo retornou para a terra – para Sua glória. Durante 400 anos Deus esteve em silêncio – para Sua glória. E o Filho assumiu a forma humana – para Sua glória. Este Filho foi tentado, mas em tudo permaneceu sem pecado – para Sua glória. O Filho, sem pecado, caminhou para a cruz – para Sua glória. O Filho foi morto, e padeceu a morte de cruz, morte de um criminoso – para Sua glória. O Filho morreu por nossos pecados – para Sua glória. O Filho matou a morte em sua ressurreição – para Sua glória. O Filho ascendeu aos céus – para Sua glória. O Espírito foi derramado sobre a igreja – para Sua glória. Nós somos salvos – para a Sua glória e por causa da Sua glória. O Filho voltará dos céus como o rei dos reis, senhor dos senhores – para Sua glória.

 

Depois disso ouvi nos céus algo semelhante à voz de uma grande multidão, que exclamava: ‘Aleluia! A salvação, a glória e o poder pertencem ao nosso Deus, pois verdadeiros e justos são os seus juízos. (..)’. E mais uma vez a multidão exclamou: ‘Aleluia! (…)’. Os vinte e quatro anciãos e os quatro seres viventes prostraram-se e adoraram a Deus, que estava assentado no trono, e exclamaram: ‘Amém, Aleluia!’ Então veio do trono uma voz, conclamando: ‘Louvem o nosso Deus, todos vocês, seus servos, vocês que o temem, tanto pequenos como grandes!’ Então ouvi algo semelhante ao som de uma grande multidão, como o estrondo de muitas águas e fortes trovões, que bradava: ‘Aleluia!, pois reina o Senhor, o nosso Deus, o Todo-poderoso. Regozijemo-nos! Vamos alegrar-nos e dar-lhe glória! Pois chegou a hora do casamento do Cordeiro, e a sua noiva já se aprontou. Para vestir-se, foi-lhe dado linho fino, brilhante e puro’. O linho fino são os atos justos dos santos. E o anjo me disse: ‘Escreva: Felizes os convidados para o banquete do casamento do Cordeiro!’ E acrescentou: ‘Estas são as palavras verdadeiras de Deus’. (…) Vi os céus abertos e diante de mim um cavalo branco, cujo cavaleiro se chama Fiel e Verdadeiro. Ele julga e guerreia com justiça. Seus olhos são como chamas de fogo, e em sua cabeça há muitas coroas e um nome que só ele conhece, e ninguém mais. Está vestido com um manto tingido de sangue, e o seu nome é Palavra de Deus. Os exércitos dos céus o seguiam, vestidos de linho fino, branco e puro, e montados em cavalos brancos. De sua boca sai uma espada afiada, com a qual ferirá as nações. ‘Ele as governará com cetro de ferro’. Ele pisa o lagar do vinho do furor da ira do Deus todo-poderoso. Em seu manto e em sua coxa está escrito este nome: REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES. (Ap 19.1-9, 11-36)

Por que Deus existe? Para sua própria glória! E esta é a paixão última de Deus! Todo o propósito da história – e, mesmo, todo o propósito de nossa existência – é a glória de Deus. Deus não criou o universo para obter amor e adoração. Sendo um Deus trino, Ele já tem essas coisas em si mesmo. Mas, como escreveu Tim Keller, “o universo foi criado para espalhar a alegria e a glória que Deus já tem em si mesmo. Ele criou outros seres para transmitir o seu amor e a sua glória para eles, e para que estes o transmitissem de volta para Ele, de modo que eles (e nós!) pudessem entrar nesse grande processo, no circulo de amor e de glória e de alegria que Ele já possuía”. Então, em resposta à palavra evangélica, precisamos nos unir ao Deus todo-poderoso, oferecendo glória somente a Ele!

2. Nossa paixão deve ser glorificar a Deus, viver para sua glória, em tudo o que fazemos. Somos chamados e convertidos, somente por sua graça livre, soberana e irresistível, para sua glória. Somos alimentados pela Sagrada Escritura para sua glória. Assim como somos chamados à oração e devoção para sua glória.

 

E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito. (2 Coríntios 3.18)

No fim, todas as graças que fluem da cruz – regeneração, justificação, união com Cristo, adoção, santificação, perseverança – são aplicadas em nós pelo Santo Espírito, para a glória do Deus triuno. Devemos imitar nosso pai Abraão que:

 

Não duvidou, por incredulidade, da promessa de Deus; mas, pela fé, se fortaleceu, dando glória a Deus (Romanos 4.20).

Nossas amizades, estudos, descanso, casamento, família, tudo deve ser buscado e feito para a glória de Deus. Toda a vida deve ser o teatro da glória de Deus.

 

Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus. (1 Coríntios 10.31)

Especialmente nosso ministério na igreja deve ser para a glória de Deus:

 

Se alguém fala, faça-o como quem transmite a palavra de Deus. Se alguém serve, faça-o com a força que Deus provê, de forma que em todas as coisas Deus seja glorificado mediante Jesus Cristo, a quem sejam a glória e o poder para todo o sempre. Amém. (1Pe 4.11)

Assim como a glória de Deus é a paixão última de Deus, assim também, a glória de Deus deve ser a paixão maior em tudo o que fazemos ou pensamos.

3. Precisamos lembrar que fomos criados para experimentar alegria, contentamento e prazer. Pois bem. Quando glorificamos a Deus, aprendemos o que é a verdadeira alegria e prazer. Já que nossos afetos e desejos serão dirigidos para a glória de Deus, provaremos alegria e contentamento que não podem ser descritos, em Deus. E nada poderá roubar esta alegria e contentamento que teremos em Deus.

 

Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito. (…) Mas, em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor. (Rm 8.28, 37-39)

Quando descobrirmos em Deus nossa verdadeira alegria, nossa única fonte de contentamento, aprenderemos a nos alegrar com os pequenos detalhes da vida. Os amigos, família, uma música legal, um bom filme, o som do vento, o nascer do sol. Mesmo o sofrimento se torna lugar para a revelação da glória de Deus.

 

Contudo, sempre estou contigo; tomas a minha mão direita e me susténs. (…) A quem tenho nos céus senão a ti? E na terra, nada mais desejo além de estar junto a ti. O meu corpo e o meu coração poderão fraquejar, mas Deus é a força do meu coração e a minha herança para sempre. Os que te abandonam sem dúvida perecerão. (…) Mas, para mim, bom é estar perto de Deus; fiz do Soberano Senhor o meu refúgio; proclamarei todos os teus feitos. (Sl 73.23-28)

Se Deus nos ama, o que ele deve nos dar? O melhor que há nele, aquilo de mais belo e preciso. E o que ele tem de melhor para nos dar senão a ele mesmo, na pessoa de seu amado Filho? Deus nos ama, para Sua glória, e nos dá a si mesmo. Um Deus que me ama e se deu a si mesmo por mim, me leva a louvá-lo. E esta é a forma que Deus consegue minha alegria mais completa: Deus é por nós, mas para que isto aconteça ele precisa se exaltar, buscando nosso louvor, para que a alegria de Jesus “esteja em vocês e a alegria de vocês seja completa” (Jo 15.11).

Como conclusão: quando vivermos para a glória de Deus, o louvor não será algo acrescentado à alegria, mas será a própria alegria completa. Então, quanto mais glorificarmos a Deus, mais teremos alegria e prazer – não nas criaturas, o que seria idolatria, mas no Deus totalmente suficiente, amoroso, bondoso, poderoso, glorioso, santo e digno de todo o nosso louvor.

 

Bendito és tu, SENHOR, Deus de Israel, nosso pai, de eternidade em eternidade. Teu, SENHOR, é o poder, a grandeza, a honra, a vitória e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu, SENHOR, é o reino, e tu te exaltaste por chefe sobre todos. Riquezas e glória vêm de ti, tu dominas sobre tudo, na tua mão há força e poder; contigo está o engrandecer e a tudo dar força. Agora, pois, ó nosso Deus, graças te damos e louvamos o teu glorioso nome. Porque quem sou eu, e quem é o meu povo para que pudéssemos dar voluntariamente estas coisas? Porque tudo vem de ti, e das tuas mãos to damos. (1 Crônicas 29.10-34)

Tributai ao SENHOR, filhos de Deus, tributai ao SENHOR glória e força. Tributai ao SENHOR a glória devida ao seu nome, adorai o SENHOR na beleza da santidade. (Salmos 29.1-2)

Ó profundidade da riqueza da sabedoria e do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos e inescrutáveis os seus caminhos! ‘Quem conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro?’ ‘Quem primeiro lhe deu, para que ele o recompense?’ Pois dele, por ele e para ele são todas as coisas.A ele seja a glória para sempre! Amém. (Rm 11.33-36)

Prêmio Areté 2008

Areté
Ocorrerá no próximo sábado, 16 de agosto, na Bienal Internacional do Livro, no Parque de Exposições do Anhembi em São Paulo-SP, a 18ª edição do Prêmio Areté de Literatura, conferido pela Associação de Editores Cristãos aos melhores livros lançados durante o ano de 2007.

Centenas de livros das mais importantes editoras evangélicas foram avaliados por um júri composto por cerca de 150 especialistas, em suas respectivas áreas. O resultado final deste processo, que tabulou mais de 11.500 notas, é a listagem dos finalistas ao Prêmio Areté 2008, que está disponível para download no seguinte link: download Haverá premiados estrangeiros e nacionais nas categorias com mais de um finalista por nacionalidade.

Teologia SistemáticaA Editora Fiel tem o privilégio de concorrer com Nove marcas de uma igreja saudável, escrito por Mark Dever, finalista na categoria teologia e Como tudo começou, de Adauto Lourenço, nas categorias apologética e projeto gráfico. O livro que escrevi em co-autoria com o meu mentor e amigo, Alan Myatt, Teologia Sistemática: Uma análise histórica, bíblica e apologética, publicado por Edições Vida Nova, é finalista nas categorias teologia e autor de obra nacional.

Somos gratos a Deus por termos chegado a essa etapa do Prêmio Areté 2008, certos de que foi o próprio Deus que nos capacitou na criação e execução dessas obras. “Não a nós, SENHOR, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da tua misericórdia” (Salmo 115.1).


Como Tudo Começou    Nove Marcas de uma Igreja Saudável

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